sexta-feira, 30 de junho de 2017

MITOLOGIA JUDAICA: A MAGIA EGÍPCIA (TRECHO DE PALESTRA MINISTRADA EM SÃO PAULO)

Texto de autoria de Alceu Natali com direito autoral protegido pela Lei 9610/98. LEIA O TEXTO AO SOM DA MÚSICA DO VÍDEO POSTADO NO FIM. Sem ela, a vida seria um erro (Friedrich Nietzsche)   

Há mais de um século tornou-se bê-á-bá, nos meios acadêmicos, e mais velho do que andar para frente, na linguagem popular, o fato de que a Bíblia – Antigo e Novo Testamentos – é apenas uma antologia de mitos compilados e reeditados pelos judeus. Aliás, os judeus nada inventaram. Eles apenas copiaram histórias das mitologias de civilizações mais antigas e mais avançadas que sempre os conquistaram e os escravizaram: Sumérios, Egípcios, Assírios, Babilônios, Persas, Gregos e Romanos. A Bíblia contém uma infinidade de nomes de pessoas que não existiram, com nomes que não são judaicos, pois foram plagiados das civilizações das quais os mitos foram copiados. Moisés é um deles. É uma corrupção do nome do faraó egípcio Ramsés, que significa Filho do Sol (Ra = sol, Mses = filho). O nome original, Mses, teve a vogal ´o´ acrescentada, para tornar a palavra pronunciável. Em português, acrescentaram também a vogal ´i´. Os judeus inventaram a história de que o povo hebraico foi escravizado pelos egípcios e que um judeu poderoso, chamado Mses (Moses ou Moisés), venceu os egípcios com seus poderes mágicos, libertou seu povo da escravidão e o levou à terra prometida por Deus. Mses, que significa apenas filho, não é nome de pessoa, nem na antiga civilização egípcia nem na judaica. Você poderia ser filho de alguém no nome, mas este era sempre composto, desde os tempos antigos até nossos dias. Exemplos: Bartolomeu = Filho (bar) de (P)Tolomeu; Barrabás = Filho (Bar) do pai (Abbas); Paul McCartney = Paul, filho de (Mc) Cartney; Eric Von Brown = Eric, filho de (Von) Brown, etc. Certamente, por volta dos anos 500 antes da era comum, quando a Bíblia foi inventada, os judeus conheciam os egípcios e, certamente mais uma vez, eles deviam estar fascinados com os avanços morais e tecnológicos dos egípcios que, entre tantas maravilhas, já faziam testes de gravidez e sabiam, com 90% de acerto, se a criança seria menino ou menina. Para combater o complexo de inferioridade, nada melhor que inventar uma história de um povo paupérrimo em ideias e tecnologias que vence uma civilização super-adiantada. O estigma desse complexo está bem expresso no mito de David e Golias. Os judeus dissidentes da ortodoxia farisaica e saduceia da nova era, que deram início a uma religião que, mais tarde se chamaria cristianismo, também acreditavam, inocentemente, que Moisés existiu e tinha poderes mágicos que aprendeu com os egípcios. Estevão, um dos personagens fictícios do novo testamento da Bíblia, diz no parágrafo 7, versículo 22 de Atos dos Apóstolos que Moisés era versado na sabedoria e magia dos egípcios e que suas palavras tinham um enorme poder, e que esse poder era exercido não apenas com palavras, mas também com um condão mágico que foi usado na fuga para a terra santa, quando perseguido pela tropa egípcia e ficaram sem saída ao dar de encontro com o mar. Então, Moisés ergueu seu condão, pronunciou palavras mágicas, e as águas do mar se dividiram para dar passagem aos judeus. Os Egípcios os seguiram pelo leito seco do oceano e, assim que os judeus acabaram de passar, com o mesmo poder mágico, Moisés fechou as águas do mar e afogou todo o exército egípcio! (leia o livro mitológico chamado Êxodos, capítulo 24, versículos 21 a 28).  Essa ideia de dividir as águas do mar é pura criatividade dos judeus para sustentar uma fantasia? Não, não é. é apenas mais um dos inúmeros plágios. Um papiro da décima oitava dinastia egípcia, do ano 1550 antes da era comum, conta uma história que data dos tempos das pirâmides de Quéops (há mais de 3 mil anos antes da era comum). Diz a história que, certo dia, o rei Seneferu estava triste e desanimado. Ele chamou os nobres de sua corte real para lhe alegrar, mas eles nada puderam fazer. Então o rei mandou chamar o sacerdote Tchaca tcha-em-ankh. Este sugeriu que o rei desse um passeio de barco no lago junto ao palácio, animando-o com as alegrias que ele teria ao ver a linda paisagem nas margens do lago. Além disso, o sacerdote pediu-lhe permissão para preparar a jornada, adornando o barco com vinte remos de ébano, banhados a ouro, vinte jovens virgens, de feições maravilhosas, cabelos ornamentados e quadris perfeitos. E ao invés de estarem com suas próprias vestimentas, estas jovens estariam emaranhadas em vinte redes.  Elas iriam remar e cantar ao mesmo tempo.  O rei aceitou o que o sacerdote lhe propôs. E, de fato, o rei alegrou-se muito com o passeio de barco, enquanto as jovens virgens remavam e cantavam. De repente, uma delas deixou cair na água um ornamento de seus cabelos, feito de um novo tom de azul turquesa. Imediatamente, ela parou de remar, e assim fizeram as outras 19 virgens. Ela e as demais se recusavam a remar enquanto seu adorno não fosse recuperado. O rei, então, mais uma vez, pediu ajuda ao sacerdote Tchaca tcha-em-ankh, e este, ao chegar ao local onde o barco estava estacionado, proferiu palavras mágicas, as águas do lago se dividiram, permitindo que uma das remadoras descesse ao fundo  e pegasse o paramento. Uma vez que o ornamento da jovem foi recolado aos seus cabelos, o sacerdote juntou as águas do lago, o passeio pelo lago prosseguiu e o rei voltou a alegrar-se.


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segunda-feira, 26 de junho de 2017

CANÇÃO DA MELANCOLIA

Texto de autoria de Alceu Natali com direito autoral protegido pela Lei 9610/98. LEIA O TEXTO AO SOM DA MÚSICA DO VÍDEO POSTADO NO FIM. Sem ela, a vida seria um erro (Friedrich Nietzsche) 

Um sol vivendo e trabalhando plena luz, De sorriso infantil, Não toma as nuvens por Juno, Abre o céu para todos reclusos espairecerem suas tristezas no dilúvio de claridade que derrama sobre as sombras da terra, Tira Greta Garbo da penumbra, Tira Prudence Farrow de casa para saudar o dia com Mia e John, Do alto de um telhado, No topo do mundo, Onde uma suave aragem beija e balança suavemente os cabelos como pendões de damas entre verdes, Entre azuis sem horizontes, Sopra para o meio do firmamento, Um papagaio de papel, Alto, De braços apartados em cruz, Bailando inquieto, Como torre esguia de igreja, Fazendo-se ao largo do cosmos, Aqui no chão choro, Pela linha que se desenrola e se solta para o infinito, Deixando um saudoso aspecto lembrando, A lacrimosa e pequenina estrela que se mistura às outras invisíveis que te ofuscarão com o brilho da noite de amargura quando ela chegar, Quando a melancolia voltar, Venha, Então, Me abraçar, Dormir no meu sono, Sonhar no meu sonho, Com um novo foco luminoso que logo vai voltar a acender os corpos sombrosos sobre nossas almas angustiantes.  

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quinta-feira, 22 de junho de 2017

DREAM SONGS

Texto de autoria de Alceu Natali com direito autoral protegido pela Lei 9610/98. LEIA O TEXTO AO SOM DA MÚSICA DO VÍDEO POSTADO NO FIM. Sem ela, a vida seria um erro (Friedrich Nietzsche) 

O que se apesenta neste momento em minha memória, Ainda não são anéis que refulgem nos dedos, Nem padre que não celebra na noite de Natal por menos de mil reais, São os acordeões que empoeiraram-se nas feiras de pechinchas, E não vibram seus  teclados diatônicos e seus botões cromáticos, Nem nas mais cafonas sessões de pulgueiros, Um desprezo ignóbil por Dominguinhos, O maior de nossa música, São, também, os pilhéricos pianos, Dos diabos, Que nunca despertaram para martelar a madeira revestida de feltro e brandir nossos recintos, Outro vil descaso com Chopin, Um dos maiores de nossos clássicos, Mais que esses dois, São os violões, Que, Solitários, Ressoaram um rico e imagístico repertório  de canções, Como num sonho, No qual o próprio sonho encontrou um mágico ensejo para incumbir o quarteto mais famoso do mundo, A executar uma melodia gerada de uma só voz e um único acompanhamento, Algo que transcende de longe nossa razão e nossa imaginação, Da mesma forma que todos seus plágios inconscientes alcançam perdão pelo bom gosto, Pela Sensação que é estar ao lado dela, Tão sensacional como na progressão de Men Men Mentiras, Mas nada a ver a com a tardia e narcisista Sou Uma Sensação, E as imitações não param por aí, A Guerra Terminou, Uma que não precisava ser vencida por ninguém, Combina, Como Romeu e Julieta, O Anjo Da Manhã com Tudo O Que Você Precisa É Amor, A prostituta que passa a noite comigo e chega em casa, Sorrateira, Com o canto do bem-te-vi, Até os pássaros sabem que ela passa o vício e o vírus do cupido, E esses complexos sonoros avançam com Não Não Não, Embarcando No Último Trem Para Clarksville, E vão parar nas estações das  morbígeras morbidezes, Quem Abriu Meu Túmulo?, Para roubar?, É Lá Que Eu Jazo, É lá que devo te procurar? Mas eis que um caprichoso arranjo dos mais belos crisântemos, Chamado originalidade, Tira os acordes do jazigo, Mergulham-nos em preciosidades de beber até fazer mal, Ninguém Consegue Amar Meu Amor,  Uma sutileza expressiva só ouvida nos salões musicais dos anos britânicos, Como, Bem aqui vem uma redundância, Como Minha Garota É Às Vezes, À qual não poderia faltar uma paixão ardente e ufanista, Minha Cidade De São Paulo, Nem pieguices adolescentes, Por Favor Nunca Me Deixe, A la Charles Aznavour, Por que só existe uma? Porque É Somente Você, Só existe uma mulher no mundo? Sexta De Manhã, A celebração de uma vitória onde não houve perdedores, E de pensar que tudo isso começou com ingenuidades, Chamando Atenção, De quem? Da mesma fêmea de sempre? Mesmo Se, Mesmo se o quê? Ninguém sabe, Dinheiro Não É Tudo, Naqueles tempos, Mas não nesses dias, Escreva Com Minha Caneta, Sem título seria melhor, As lhanezas evoluíram um pouco com É Melhor Você Esquece-la, A mesma a quem se implora para ficar, The Scary Song, Por falta de outro nome,  E de pensar que tudo morreu com as esquecidas pelo tempo, O Marinheiro, MaryA Deusa, E de se pensar que tudo ainda vai ressuscitar com os nomes de seus tristonhos compositores: Ay See Us Nay Tall, Ay See Us Blue, Crying Is Our Label, Pain Is Our Rule.



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terça-feira, 13 de junho de 2017

SEJA FEITA SUA VONTADE ASSIM NA PRAIA GRANDE COMO NA CIDADE MAIOR

Texto de autoria de Alceu Natali com direito autoral protegido pela Lei 9610/98.  LEIA O TEXTO AO SOM DA MÚSICA DO VÍDEO POSTADO NO FIM. Sem ela, a vida seria um erro (Friedrich Nietzsche)

Cai a noite baixa e curta de verão, Sobre um mar de rosas, Azulão na escuridão, E tranquilo como um lago suíço, Com escassas luzes bruxuleantes tocando os barcos adiante no intangível horizonte, Lá pelos idos da alta idade média dos anos dourados, E eu, Sócio fóbico e fobofóbico, Sou rastejado em passos de cobra, Lenta e pegajosa, Para a pista de cimento do Pelicano, rodeada de palmeiras, De ar-livre, De muitas vestes aquarelistas, Rezo minhas rezas, Outros cantam seus cantos, E todos dançam conforme as músicas que alertam, amor de praia não sobe a serra, A menina que me tira tem o venerado símbolo da metade da idade de menor, Seus cabelos são lindos pendões de inocência, Que a brisa beija e balança, Tem o nome da mais badalada rua da minha pauliceia desvairada, Logo torna-se minha primeira namorada, Sem jamais saber que teve um romance, A vigésima quinta hora retorna todos ao edifício brasil, Mas a madrugada é apenas uma criança de peito, Os da maioridade, Com seus carburetos, Arrastam suas redes nas águas mornas ao relento, Eu fico para trás, Recosto minha cabeça no colo de outra cuja graça se perdeu com o tempo, Esta sim, De minoridade absoluta, Sabe embrenhar seus dedos pelas minhas madeixas, Tresnoitar, Curva seus lábios sobre os meus, exala um misto de perfume, E de cheiro áspero de raízes e seiva, Relaxa os nervos, Adormece o cérebro, Põe seu coração à larga, Sussurra no meu ouvido um galanteio, A namoração vai escalar os oitocentos metros até o planalto de onde viemos, E depois, Depois deixamos a vida viver sua vida.     

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sexta-feira, 2 de junho de 2017

CICLO

Texto de autoria de Alceu Natali com direito autoral protegido pela Lei 9610/98.  LEIA O TEXTO AO SOM DA MÚSICA DO VÍDEO POSTADO NO FIM. Sem ela, a vida seria um erro (Friedrich Nietzsche)

Cuca, Vai embora, Acabou minha hora, Uma gota vermelha brilhante chamusca meu céu, Já não é mais papai Noel, Não venha me pegar, O papa-gente vem me buscar, Ele grita meu nome e me assusta, Pá-á-pá-santa-justa, Ele é ela que apanha meu último sono, É deus deixando-me no abandono, Rezo ave Maria, Todo dia, Rezo pai nosso, Mais que posso, Ele que é ela aparece de xandor, Conhece minha vida de cor, Minhas andanças, Minhas esperanças, Cuca, Se você vier me buscar, Só me leve para o mar, Se podes me ajudar, Peça a Moira Nona que teceu meu nascimento, Para deixar a intenção do Manjaléu cair na planura do rio do esquecimento, Que a Parca Décima adultere meu sorteio, E possa prolongar meu ciclo neste mundo de devaneio, Que a filha da necessidade Morta, Cegue esta tesoura abominável que o fio da minha vida ainda não corta.

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